Cinco anos depois, o robô de software virou um mercado de US$ 3,6 bilhões e ganhou um sucessor, o agente de IA. A armadilha principal continua a mesma: automatizar o que nem deveria existir.
Um robô de software da Cargill já desativou 268 mil cadastros de fornecedores inativos. O número está no estudo de caso que a Automation Anywhere, fabricante do robô, publicou em 2023 como exemplo de sucesso. Antes dele, um robô de uso único tinha limpado mais de 150 mil registros. O robô que ficou no lugar roda continuamente, porque os cadastros inativos continuam aparecendo.
Lido com os olhos de quem vende automação, é um caso de produtividade: trabalho que ninguém queria fazer, feito sem erro e sem hora extra. Lido com os olhos de quem desenha processo, é uma pergunta sem resposta. Por que a empresa continua produzindo fornecedores que precisam ser desativados? O robô resolve o sintoma com eficiência exemplar. A causa continua lá, trabalhando em outro turno.
Em junho de 2021, publicamos aqui um artigo curto com uma tese simples: a principal armadilha do RPA (Robotic Process Automation) é automatizar uma atividade que nem deveria ser feita. Como o robô de software se implanta em semanas, falta tempo para perguntar se a tarefa agrega valor, e a ineficiência passa a rodar mais rápido. Esta é a versão revisada daquele texto. Os números mudaram muito. A tese, não.
Cinco anos, mercado 2,5 vezes maior
Em 2019, os fornecedores de RPA faturaram US$ 1,41 bilhão com software no mundo, segundo o Gartner. Em 2024, US$ 3,6 bilhões: 2,5 vezes mais. A curva, porém, está perdendo inclinação. A receita cresceu 22,1% em 2023 e 14,5% em 2024, e o próprio Gartner atribui a desaceleração à chegada da IA generativa, das ferramentas que operam o computador como uma pessoa e da automação agêntica. UiPath, Microsoft e Automation Anywhere lideram o mercado.

Gráfico 1 — Receita mundial de software de RPA, 2019 a 2024, e variação anual. Fontes: Gartner, press release de 21/09/2020 (2019 e 2020); Gartner, Market Share Analysis: Robotic Process Automation, Worldwide, 2023 e 2024.
O dado de faturamento mostra só a licença, e a licença é a menor parte da conta. Quando a Forrester projetou um mercado de US$ 22 bilhões para 2025, somando software e serviços, a imprensa que teve acesso ao relatório reportou que o software seria algo entre US$ 6 bilhões e US$ 6,5 bilhões — os dois números circulam, citados por iTnews e TechCrunch. Em qualquer das versões, para cada real gasto em licença gastam-se mais de dois em implantação, sustentação e consultoria. Quem avalia um produto de RPA pelo preço da licença está olhando para menos de um terço da despesa.
Esse era o segundo alerta do artigo de 2021: acertar a especificação é difícil, porque a gama de funcionalidades e de preços varia muito entre produtos. Continua valendo, com um agravante. Hoje quase todo fornecedor diz vender “agentes”, e parte deles vende o mesmo robô de antes com outro nome. Voltamos a isso adiante.
Tarefa não é processo
O RPA é muito bom numa coisa: repetir, na tela, o que uma pessoa faz com teclado e mouse. Preencher uma guia de recolhimento, copiar dados de um e-mail para o ERP, baixar um extrato, conferir uma nota. É automação de tarefa.
Processo é outra coisa. Um processo de negócio tem começo, fim, donos, exceções, prazos e decisões no meio do caminho. Quem orquestra isso — quem decide que a tarefa B só começa quando a A termina, e que a exceção vai para a pessoa certa — são outras ferramentas: os BPMS (Business Process Management Systems), as integrações por API entre sistemas e, cada vez mais, o próprio ERP.
A confusão entre os dois custa caro. A pesquisa global da Deloitte sobre RPA, de 2017, resumiu o problema numa frase: a complexidade do processo determina a complexidade do robô. Processo sem padrão gera robô cheio de exceções, e robô cheio de exceções quebra toda vez que uma tela muda, um campo é renomeado ou um fornecedor manda o PDF num formato diferente.
Poucos chegam à escala
A mesma pesquisa da Deloitte, com mais de 400 empresas, mostrou a distância entre a expectativa e o resultado. Só 3% tinham conseguido levar o RPA a 50 robôs ou mais. Para 63%, o prazo de implantação não saiu como o esperado; para 37%, o custo. O retorno do investimento, que as empresas esperavam em 9,3 meses, veio em 11,5 — dois meses e pouco a mais, 24% acima do previsto.

Gráfico 2 — O que as empresas esperavam do RPA e o que obtiveram: payback, prazo, custo e escala. Fonte: Deloitte, The robots are ready. Are you? (pesquisa global de RPA, 2017).
Os anos seguintes não mudaram o quadro de forma radical. Em 2019, a HFS Research ouviu 590 líderes de grandes empresas e concluiu que só 13% dos adotantes de RPA tinham escalado e industrializado a automação. Em 2020, a Deloitte encontrou os mesmos 13% com 51 automações ou mais — o número coincide, mas as definições são diferentes, e um não confirma o outro. Em 2022, entre as empresas ainda em fase piloto, o prazo de retorno esperado tinha subido de 16 para 22 meses. E, entre as barreiras apontadas, 52% dos executivos citaram a incapacidade de mudar os processos de negócio.
Esse último número é o centro da questão.
Metade das empresas diz que o obstáculo não é o robô: é o processo que não muda.
O custo de manter o robô vivo aparece em outra pesquisa, da Pega, com 509 decisores, de 2019. Nela, 87% relataram falhas de robôs em alguma medida, 41% disseram que a gestão dos robôs consumia mais recursos do que o previsto e só 39% dos robôs entraram em produção no prazo. A Pega vende software de BPM, uma alternativa ao RPA, e o leitor deve pesar isso. Mas o padrão é o mesmo da Deloitte, que não vende nem um nem outro. A mesma Pega cita uma estimativa da EY, muito repetida no mercado, de que 30% a 50% dos projetos iniciais de RPA fracassam; o relatório original da EY não está mais disponível para conferência.

Gráfico 3 — Falhas, esforço de sustentação e barreiras de escala do RPA. Fontes: Pega, pesquisa com 509 decisores (set/2019); Deloitte, Automation with intelligence (2022).
A experiência do Sicredi, uma das primeiras cooperativas brasileiras a adotar RPA, em 2018, ilustra o aprendizado. Num webinar de 2020, relatado pelo IBEF-SP, o representante da cooperativa contou que o Sicredi já tinha 343 processos automatizados e mais de 70% da conciliação fiscal feita por robôs. E admitiu: “erramos nos primeiros processos, pois pegamos procedimentos de média e alta complexidade”. A recomendação dele foi começar pequeno.
A armadilha principal: automatizar o que nem deveria existir
Em 1990, Michael Hammer publicou na Harvard Business Review um artigo cujo título virou palavra de ordem: “Don’t Automate, Obliterate” — não automatize, elimine. O argumento era que a informática vinha sendo usada para fazer mais depressa o trabalho que já existia, em vez de perguntar se aquele trabalho precisava existir. Uma frase atribuída a Bill Gates diz o mesmo de outro jeito: automação aplicada a uma operação ineficiente amplia a ineficiência.
O RPA tornou essa armadilha mais barata e mais rápida de cair. Um projeto de BPMS ou de integração obriga a desenhar o processo, porque sem desenho não há fluxo para orquestrar. O robô de software, não. Ele imita a pessoa na tela, e por isso pode ser construído sem que ninguém pergunte por que a pessoa estava fazendo aquilo.
Na prática da Vector, a pergunta costuma ter três respostas possíveis, e o robô é a terceira:
A atividade não deveria existir. É o caso de relatórios que ninguém lê, conferências duplicadas, aprovações que nunca reprovam, cadastros que se acumulam porque ninguém os encerra na origem. Eliminar custa menos que automatizar e não gera sustentação.
A atividade existe porque dois sistemas não conversam. É a redigitação: o dado sai da balança, é digitado no ERP, volta para uma planilha e segue para a trading. Aqui o robô funciona, mas é uma fita adesiva. A solução definitiva é a integração, e o robô deve ter data para sair.
A atividade agrega valor, é estável e repetitiva. Aqui o RPA é a ferramenta certa, e o retorno aparece.
O problema é que, vistas de fora, as três têm a mesma cara: alguém sentado diante de uma tela fazendo sempre a mesma coisa.
O agro entrou na fila
O agronegócio chegou ao RPA mais tarde que bancos e seguradoras, e chegou pelo back-office. Os casos publicados mostram o mesmo padrão de outros setores, com números expressivos.

Gráfico 4 — Casos publicados de RPA em empresas do agronegócio e do crédito cooperativo. Fontes: Coruripe/AutomationEdge, citado por Inforchannel (jan/2026); Copersucar, citado por JornalCana (fev/2022); UISA, citado por Baguete (out/2021); IBM, estudo de caso Sicoob (dez/2021).
Na Usina Coruripe, com operações em Alagoas e Minas Gerais, 33 projetos de RPA economizam cerca de 16 mil horas por ano, segundo o relato publicado pelo Inforchannel em janeiro de 2026. (A Visão Agro, no mesmo dia, falou em “mais de 1,3 mil horas por mês” no título e em “mais de mil horas mensais” no texto.) Um dos robôs lê o peso de saída no ticket de pesagem, fecha o transporte e emite a nota fiscal. Outro, quando o caminhão de cana interestadual chega, encerra o manifesto de carga e manda a nota de retorno ao motorista por WhatsApp.
Na Copersucar, 25 robôs participam do trâmite fiscal no porto de Santos, que caiu de seis horas para dez minutos, segundo o JornalCana. O detalhe que importa: o ganho veio de ajustes no ERP somados ao RPA, e a própria empresa não separa quanto é de cada um. Foi processo e robô, nessa ordem.
Na UISA, usina de açúcar e etanol, 43 processos foram automatizados em RH, finanças, logística e áreas agrícolas até 2021, e o carregamento diário passou de 30 para 45 caminhões sem pessoal adicional, segundo relato publicado pela Baguete. No crédito cooperativo, o Sicoob pôs 14 robôs para trabalhar e reduziu a abertura de conta de dois dias para 30 a 40 minutos, segundo estudo de caso da IBM.
Todos esses resultados são reais e merecem crédito. Mas vale aplicar a eles as três perguntas.
O robô da Coruripe que lê o ticket de pesagem e emite a nota existe porque a balança e o sistema fiscal não estão integrados — ou estavam, mas não do jeito que a operação precisava. É o segundo caso: fita adesiva útil, que resolve hoje o que uma integração resolveria para sempre. Na Coopercitrus, outro caso publicado, um robô vigia a caixa de e-mail, captura os boletos recebidos em PDF e uma IA lê os dados. Funciona. Mas o sistema bancário brasileiro já oferece o DDA, o Débito Direto Autorizado, que mostra ao pagador, no próprio banco, os boletos emitidos contra o seu CNPJ — sem PDF e sem e-mail. A pergunta anterior ao robô é por que esse dado ainda chega por e-mail.
Não é crítica às empresas, que não divulgaram o raciocínio completo e podem ter feito exatamente essa conta. É o exercício que todo projeto de automação no agro deveria fazer antes de começar.
O calendário que vai lotar o back-office do agro
A pressa, no agro, tem data marcada. Três mudanças regulatórias recentes aumentam o volume de documentos que o produtor, a cooperativa e a trading precisam emitir, registrar e conferir.

Gráfico 5 — Obrigações que aumentam o volume de documentos no agronegócio: NF-e do produtor rural, registro de CPR e regulamento europeu antidesmatamento (EUDR). Fontes: CONFAZ, Ajuste SINIEF 27/24; CMN, Resolução 4.870/2020, redação da Resolução 4.927/2021; Comissão Europeia, COM(2026) 191.
A primeira é a nota fiscal eletrônica do produtor rural. Pelo Ajuste SINIEF 27/24, a NF-e passou a ser obrigatória em 3 de fevereiro de 2025 nas operações interestaduais e para o produtor com receita bruta acima de R$ 360 mil em 2023 ou 2024. Desde 5 de janeiro de 2026, vale para todos os demais produtores, e a nota em papel está vedada.
A segunda é o registro da Cédula de Produto Rural. A Resolução CMN 4.870 dispensou o registro das CPRs de menor valor por um período de transição: abaixo de R$ 1 milhão em 2021, de R$ 250 mil em 2022 e de R$ 50 mil em 2023. Para emissões a partir de 2024, a resolução não traz faixa de dispensa. O estoque de CPRs chegou a R$ 576,42 bilhões em junho de 2026, em 371 mil cédulas, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro do Ministério da Agricultura. Os registros da safra 2025/26 somaram R$ 377,81 bilhões, 8% a menos que na safra anterior — ainda assim, um volume que ninguém confere à mão sem erro.
A terceira vem de fora. O regulamento europeu contra o desmatamento, o EUDR, foi adiado duas vezes e passa a valer em 30 de dezembro de 2026 para as empresas em geral e em 30 de junho de 2027 para a maioria dos micro e pequenos operadores. Em maio de 2026, a Comissão Europeia informou que não pretende propor novas alterações ao texto. Quem exporta soja, café, carne ou madeira para a Europa vai precisar provar a origem de cada lote.
Somem-se a isso as 1.254 cooperativas agropecuárias do país, com 1.132.303 cooperados e R$ 487,33 bilhões em ingressos em 2025, segundo o Anuário do Cooperativismo do Sistema OCB. Cada cooperado é uma fonte de notas, contratos, romaneios e cédulas que precisam entrar no sistema da cooperativa.

Gráfico 6 — Volume de documentos e de relacionamentos no agronegócio: CPRs registradas e cooperativas agropecuárias. Fontes: MAPA, Boletim de Finanças Privadas do Agro (jul/2026), com dados de B3, CERC e CRDC; Sistema OCB, AnuárioCoop 2026.
A tentação é previsível: para cada nova obrigação, um novo robô copiando dados de um sistema para outro. Em dois anos, a empresa tem trinta robôs, cada um sustentando uma costura entre sistemas que ninguém redesenhou, e uma equipe dedicada a consertá-los quando a Receita estadual muda um leiaute ou a registradora muda uma tela.
A obrigação regulatória é o momento em que o processo vai mudar de qualquer jeito. É a melhor hora para redesenhá-lo, não para congelá-lo num robô.
A nova onda repete a armadilha
Em 2026, o assunto nas diretorias não é mais RPA. É agente de IA: software que não só repete passos na tela, mas interpreta um pedido, decide o que fazer e usa outros sistemas para fazer.
A promessa é maior, e a armadilha também. Em junho de 2025, o Gartner previu que mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o fim de 2027, por custos crescentes, valor de negócio pouco claro ou controle de risco inadequado. No mesmo comunicado, a consultoria cunhou o termo “agent washing”: o rebatismo de produtos existentes — assistentes de IA, chatbots e, textualmente, RPA — como agentes, sem capacidade agêntica real. Pelas contas do Gartner, só cerca de 130 dos milhares de fornecedores que dizem vender agentes vendem de fato. E a recomendação da analista responsável foi repensar os fluxos de trabalho desde o início, em vez de encaixar agentes nos fluxos atuais.

Gráfico 7 — Adoção e riscos da IA agêntica no mundo e uso de IA pelas empresas brasileiras. Fontes: Gartner, press release de 25/06/2025 e Hype Cycle for Agentic AI 2026; Celonis, 2026 Process Optimization Report; Cetic.br, TIC Empresas 2025.
A adoção ainda é inicial. Segundo a pesquisa do Gartner com executivos de tecnologia para 2026, só 17% das organizações já implantaram agentes de IA, e mais de 60% esperam fazê-lo em dois anos. No Brasil, 17% das empresas com dez ou mais pessoas usaram alguma IA em 2025, contra 13% no ano anterior, segundo a pesquisa TIC Empresas do Cetic.br. Entre as que usam, 68% aplicam a IA justamente na automação de processos e fluxos de trabalho.
A Celonis, que vende mineração de processos — e, portanto, tem interesse no argumento —, ouviu 1.649 executivos de grandes empresas no mundo. Dos entrevistados, 76% disseram que os processos atuais atrasam a empresa, e 82% acham que a IA não dará retorno se não entender como o negócio funciona. É a tese de Hammer, 36 anos depois, dita pelos próprios compradores.
O agente de IA tende a ser mais tolerante que o robô de RPA: não quebra porque um botão mudou de lugar. Isso é uma vantagem técnica e um risco gerencial.
Um robô frágil denuncia o processo ruim toda vez que para. Um agente robusto o executa sem reclamar, e o processo ruim fica invisível.
Antes do robô, quatro perguntas
O método que usamos na Vector para decidir o que automatizar cabe em quatro perguntas, feitas nesta ordem.

Gráfico 8 — A ordem das decisões antes de automatizar uma atividade: eliminar, simplificar, integrar e, só então, automatizar. Fonte: elaboração Vector Consulting.
1. Essa atividade precisa existir? Se ninguém usa o resultado, ou se ela corrige um erro que poderia ser evitado na origem, elimine. É o ganho mais barato e o único que não gera custo de sustentação.
2. Ela pode ser mais simples? Padronize formatos, feche listas de opções, corte aprovações que nunca reprovam e trate as exceções como exceções. Processo padronizado gera robô simples; processo sem padrão gera robô caro.
3. O sistema de origem resolve? Antes do robô, verifique integração nativa, API, recurso do ERP que ninguém ativou, DDA, arquivo de retorno bancário, serviço da registradora. A integração custa mais para construir e muito menos para manter.
4. Só então: robô ou agente. E com três condições — um dono na área de negócio, um indicador de resultado medido antes e depois, e uma data de revisão. Robô sem data de revisão vira sistema legado sem ninguém perceber.
A escolha do produto vem depois disso tudo, não antes. Com o processo desenhado, fica claro se o problema pede um robô de tela, um orquestrador de processos, uma integração ou um agente de IA — e fica mais difícil comprar um pelo preço do outro.
Nos próximos 90 dias
- Liste os robôs em produção e, para cada um, responda às três primeiras perguntas. Robôs que caem no primeiro caso devem ser desligados junto com a atividade.
- Para cada robô que faz ponte entre sistemas, registre qual integração o substituiria e quanto ela custaria. É o seu passivo de automação.
- Meça a sustentação: horas de correção de robôs por mês e número de paradas. Se ninguém mede, ninguém sabe quanto o RPA custa de fato.
- Antes de aprovar um projeto de agente de IA, exija o desenho do processo que ele vai executar. Se o processo não está desenhado, o projeto ainda não está pronto.
- No agro, use as datas da NF-e do produtor, do registro de CPR e do EUDR como gatilho para redesenhar o processo documental, não para multiplicar robôs.
Em 2021, a pergunta que não podia calar era se a empresa estava automatizando uma grande ineficiência. Em 2026, com robôs mais baratos e agentes mais capazes, ela ficou mais urgente, porque errar ficou mais rápido.
O robô mais barato é o que não precisou ser construído.
Fontes
- Automation Anywhere. Cargill saves $19M during their five year automation journey (estudo de caso), jul/2023.
- Baguete. “UISA faz RPA com AutomationEdge”, 14/10/2021.
- Celonis. 2026 Process Optimization Report, press release de 04/02/2026.
- Cetic.br/NIC.br. TIC Empresas 2025, release de 12/06/2026 e tabela H9A.
- CMN/Banco Central. Resolução CMN 4.870/2020, na redação da Resolução CMN 4.927/2021.
- Comissão Europeia. Relatório COM(2026) 191 sobre o Regulamento (UE) 2023/1115 (EUDR), 04/05/2026.
- CONFAZ. Ajuste SINIEF 27/24, de 06/12/2024.
- Dataside. Caso Coopercitrus (estudo de caso).
- Deloitte. The robots are ready. Are you? — pesquisa global de RPA, 2017.
- Deloitte. Automation with intelligence, edições de 2020 (25/11/2020) e 2022 (30/06/2022).
- EY. Get ready for robots, citado por Pega, “3 critical mistakes in RPA and how to avoid them”, 22/08/2019.
- Forrester. The RPA Market Will Grow To $22 Billion By 2025, 22/02/2022, citado por iTnews (02/03/2022) e TechCrunch (09/03/2022).
- Gartner. Press release de 21/09/2020 sobre a receita de software de RPA.
- Gartner. Market Share Analysis: Robotic Process Automation, Worldwide, 2023 (24/07/2024) e 2024 (13/08/2025).
- Gartner. Press release de 25/06/2025 sobre cancelamento de projetos de IA agêntica.
- Gartner. Hype Cycle for Agentic AI, 2026 (15/04/2026).
- Hammer, Michael. “Reengineering Work: Don’t Automate, Obliterate”. Harvard Business Review, jul–ago/1990.
- HFS Research. “RPA is dead. Long live Integrated Automation Platforms”, 15/04/2019.
- IBEF-SP. Relato do webinar UiPath/IBEF-SP de 29/04/2020 (caso Sicredi).
- IBM. Estudo de caso Sicoob, dez/2021.
- Inforchannel. “Usina Coruripe automatiza processos de produção e transporte de cana-de-açúcar com RPA”, 15/01/2026; Visão Agro, 15/01/2026.
- JornalCana. “Copersucar multiplica sua eficiência fiscal no porto de Santos”, 21/02/2022.
- MAPA. Boletim de Finanças Privadas do Agro, jul/2026.
- Pega. Press release de 10/09/2019 sobre pesquisa de RPA com 509 decisores.
- Sistema OCB. AnuárioCoop 2026, ramo agropecuário.

